O caju (Anacardium occidentale) é uma fruta tropical nativa do bioma da caatinga no Brasil, ele é um pseudofruto, pois o fruto verdadeiro é a castanha.
O cajú é suculento e nutritivo, com sabor doce e ácido.
É uma árvore de médio a grande porte, com copa larga e galhos que podem alcançar o solo, por isso, desconselha-se usar em paisagismo.
A diversificação de plantas do cajueiro são compostas por dois grupos: o comum e o anão precoce
Benefícios do caju
Planta medicinal rica em Vitamina C, cálcio e antioxidantes, enquanto a castanha (o verdadeiro fruto) é fonte de proteínas e gorduras saudáveis.
O caju apresenta alto valor nutricional e terapêutico, pois, é fonte de taninos, carotenoides e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e imunomoduladoras com comprovação em diversas pesquisas científicas.
Veja esse artigo sobre o potencial anti-inflamatório do cajueiro e esse outro estudo de características físicas e químicas das folhas da planta.
Sua valorização é tanto pela polpa quanto pela castanha, com benefícios para imunidade, saúde cardiovascular e prevenção de doenças.
Suas folhas são úteis na cicatrização de feridas e na medicina popular.
Como usar o caju
Você pode consumir caju cru (fresco ou congelado) em sucos e doces.
A castanha pode virar leite vegetal, pasta ou torradas, com o consumo in natura ideal para aproveitar todos os benefícios da fruta.
O chá de caju, feito das folhas ou cascas do cajueiro, é uma bebida funcional rica em antioxidantes, que auxilia no controle da glicose (diabetes), fortalece a imunidade, tem efeito anti-inflamatório e melhora a saúde bucal, além disso, atua como antisséptico e adstringente.
Como plantar caju
Solo bem drenado com terra arenosa, pois, água em excesso prejudica a planta. Podemos plantar o cajú de inúmeras maneiras:
- Enxertia: Precisa de um porta-enxerto (muda jovem) e um garfo (ramo de planta produtiva), encaixe o garfo em cunha no porta-enxerto, amarre bem com fita plástica e cubra com um saco para criar um ambiente úmido e protegido.
- Estaquia: O enxerto é a partir de um corte criado em uma das plantas para que a outra seja inserida e os tecidos de ambas possam crescer juntos.
- Alporquia: Enraize um ramo enquanto ele ainda está preso à planta-mãe, fazendo um anelamento (tirando a casca) e cubra com substrato úmido.
- Mergulhia (Camada/Mergulhia): Dobre um ramo flexível até o solo, enterre um nó para enraizar, e depois corte.
- Sementes: Escolha castanhas de cajus frescos, teste a viabilidade na água (as que afundam são boas), plante-as deitadas na terra, cobrindo-as superficialmente (1-2 cm), regue-as para manter a terra úmida, sem encharcar, e coloque em local com sol
Por ser uma planta pioneira do semi-árido, portanto, suporta sombreamento.
Importante
Tome cuidado com alergias (especialmente à outras oleaginosas), moderação no consumo para diabéticos e pessoas com problemas renais, em virtude de possuir potássio.
A castanha crua, é tóxica e só serve para o consumo após processamento adequado (torrefação/cozimento) devido a óleo cáustico presente na casca.
Seu consumo deve ser com moderação, afinal, possui ao teor de oxalato.

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