guaco ou erva de bruxa (Mikania glomerata Spreng.) é uma planta medicinal que serve contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, e bronquite. O guaco, cujo nomes populares são: guaco-cheiroso, cipó-almecega, cipó-caatinga ou erva-de-cobra, é uma espécie nativa do Brasil, e se espallha por todo o território nacional, mas, em maior quantidade em regiões da Mata Atlântica. O habitat natural dessa planta é em bordas de rios, matas primárias e planícies suscetíveis à inundação.

Apesar dos apelidos, o guaco na verdade é uma denominação para duas espécies diferentes de plantas do mesmo gênero: Mikania laevigata e Mikania glomerata. Ambas são comercializadas de forma indistinta, pois, alem de ocorrem nos mesmos locais, têm características químicas e aparência bem semelhantes. A maior diferença entre as espécies é a época de floração.

Benefícios do guaco

O guaco atua como expectorante em bronquites, asmas e gripes, portanto, alivia sintomas respiratórios.

  • Tratamento de condições respiratórias: O reconhecimento do guaco é por auxiliar no tratamento de doenças respiratórias. Sua principal substância ativa, a cumarina, costuma servir como expectorante, ajudando a diluir e a eliminar as secreções brônquicas.
  • Efeito anti-inflamatório: Um estudo de Berti et al. (2011) no Journal of Ethnopharmacology revelou que o guaco tem o potencial de reduzir a inflamação em doenças autoimunes, como artrite reumatoide, ao modular o sistema imunológico e reduzir a produção de citocinas.
  • Propriedades antimicrobianas: Outra pesquisa por Gonçalves et al. (2012), publicado no Journal of Applied Microbiology, mostrou que os compostos presentes no guaco conseguem romper a membrana celular dos microrganismos, levando à sua destruição. Além disso, o estudo destacou a capacidade da planta de impedir a formação de biofilmes.
  • Ação vasodilatadora e melhora da circulação: O guaco exerce um efeito vasodilatador, de tal forma que promove o relaxamento dos vasos sanguíneos e facilita o fluxo do sangue, pois contém cumarina.
  • Alternativa natural aos analgésicos sintéticos: Um outro estudo Santos et al. (2010), publicado na Revista Brasileira de Farmacognosia, sugere que a planta complementa tratamentos de dor crônica, dessa forma é analgésica.
  • Melhora da saúde bucal: Um estudo realizado por Santos et al. (2016), publicado na Brazilian Oral Research, investigou o efeito do guaco no combate a Streptococcus mutans, a principal bactéria responsável por cáries. Nesse sentido, os resultados indicaram que os compostos da planta reduziram significativamente a carga bacteriana na boca.
  • Propriedades calmantes e sedativas: Um estudo realizado por Monteiro et al. (2009), publicado no Journal of Pharmacy and Pharmacology, investigou o efeito sedativo da planta em modelos animais e constatou que ela reduz o tempo necessário para adormecer.

Como usar guaco

Um potente expectorante e broncodilatador natural, cujo se dar principalmente em xaropes ou chás para tratar tosses, bronquites e gripes.

  • Xarope (Comercial): Agitar antes de usar. A dosagem varia, mas costuma ser de 5 ml a 15 ml, três vezes ao dia, para adultos, contudo para crianças acima de 2 anos geralmente utilizam doses menores (2,5 ml a 5 ml).
  • Chá (Infusão): Adicione 1 colher de sopa de folhas secas de guaco a uma xícara de água fervente, nesse meio tempo deixe em infusão por 10 minutos, coe e beba.
  • Xarope Caseiro: Ferva as folhas com água e açúcar mascavo por cerca de 15 minutos e tome a gosto

Recomenda-se seu uso por cerca de 7 dias para casos agudos e até 2 semanas para crônicos e evite uso simultâneo com medicamentos anticoagulantes. Pois doses muito altas podem causar diarreia, vômitos e aumento dos batimentos cardíacos.

Como plantar guaco

No plantio, recomenda-se solo arenoso e rico em matéria orgânica, se faz por estacas de caule que apresentem pelo menos dois nós. Enfim, após o enraizamento transplante para um local que lhe sirva de suporte. No caso de optar-se pelo plantio em vasos ou jardineiras, é necessário providenciar um apoio.

Por ser uma planta relativamente rústica, o guaco não exige muitos cuidados. Para garantir um crescimento robusto, é recomendável, por ocasião do plantio, incorporar ao solo uma adubação com húmus de minhoca. Contudo, nos períodos de seca é importante estar atento para manter a terra úmida, ocasionalmente irrigue sempre que necessário, mas evite encharcamentos.

Tanto as folhas como as flores podem ser usados com finalidades medicinais. A colheita se dá normalmente seis meses após o plantio, todavia, fique atento quando é possível colher as primeiras folhas.

Importante

O guaco pode potencializar medicamentos anticoagulantes e interagir negativamente com a vitamina K.

Contraindicado para grávidas (risco de aborto), mulheres que amamentam e crianças menores de um ano.

O uso prolongado pode ser tóxico para o fígado devido à cumarina e pessoas sensíveis à família Asteraceae devem evitar o uso.


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